quinta-feira, 24 de maio de 2012
Lenda do Café na Etiópia – África
domingo, 20 de maio de 2012
Abraong Apresenta Santa Sara Kali,
quinta-feira, 17 de maio de 2012
EXMO EMBAIXADOR DA NIGERIA NO BRASIL DR. Vincent A. Okoedion
quinta-feira, 1 de março de 2012
Cemitério dos Pretos Novos - ABRAONG
Em uma casa construída no início do século XVIII, na Rua Pedro Ernesto, 36, na Gamboa, seus donos, Merced e Petruccio, resolveram realizar reformas. Durante as escavações, no ano de 1996, eles acharam um verdadeiro sítio arqueológico enterrado as seus pés.
Embaixo da estrutura do prédio havia um cemitério secular de negros vindos da África, que não resistiam à viagem e morriam antes de serem comercializados - o então desconhecido, Cemitério dos Pretos Novos.
Junto aos entulhos, foram encontrados fragmentos de crânios e ossos humanos dentre artefatos de cerâmica, vidros, metais e outras evidências arqueológicas. Ao comunicar o achado ao Centro Cultural José Bonifácio, situado na redondeza, o assunto foi diretamente transmitido ao Departamento Geral de Patrimônio Cultural, órgão da Secretaria de Cultura, que logo mandou uma equipe de profissionais da Prefeitura e do Instituto de Arqueologia Brasileira para confirmar o potencial histórico.
O local foi transformado em sítio arqueológico e, mais tarde, em Centro Cultural, visando manter viva não só a história da cidade do Rio de Janeiro, como também a do Brasil e da África.
FONTE – PORTAL ARQUEOLOGICO PRETOS NOVOS
Cemitérios de Escravos no Rio de Janeiro - ABRAONG
Com o aumento da população e o início do tráfico negreiro, por volta do início do século XVII, fez-se necessário a adoção de pedaços de terra maiores, que pudessem comportar a crescente quantidade de enterros.
Mais tarde, em 1655, os franciscanos doaram um terreno ao redor do atual Largo da Carioca, junto ao Morro de Santo Antônio, com o intuito de absorver o grande número de corpos de escravos índios e negros que vinha crescendo. Já em 1709, estava completamente lotado.
Durante muitos anos, um pequeno campo considerado santo, atrás do Hospital da Santa Casa da Misericórdia, perto do Morro do Castelo, foi utilizado como principal cemitério da região. Para exemplificar, só no ano de 1798, aproximadamente 1.360 corpos foram sepultados no local.
A área onde era localizada a Igreja de Santa Rita, construída no início do século XVIII, também foi amplamente utilizada como cemitério. Destinada apenas ao sepultamento de escravos, funcionou regularmente até a transferência do mercado negreiro da rua Direita, atual Primeiro de Março, para o Valongo, em 1769.
Após a saída da região portuária, o cemitério, nomeado Cemitério dos Pretos Novos, também foi transferido para o Caminho da Gamboa, que depois passou a ser Rua do Cemitério e hoje é a Rua Pedro Ernesto.
FONTE – PORTAL ARQUEOLOGICO PRETOS NOVOS
sábado, 18 de fevereiro de 2012
ABRAONG - Carnaval 2012 - Desfile Mancha Verde
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
FILME BÍBLICO APOCALIPSE DE SÃO JOÃO COMPLETO - ABRAONG
domingo, 12 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
2 de Fevereiro dia de Yemanja! a Comunidade Afro esta em Festa Abraong 2012

Comunidade mais afro do Brasil ABRAONG
Apresenta:
Iemanjá
Odô Iyá Yemanjá Ataramagbá,
ajejê Lodô, ajejê nilê!
Iemanjá era a filha de Olokun, a deusa do mar.
Em Ifé, ela tornou-se a esposa de Olofin-Odudua,
com o qual teve dez filhos.
Estas crianças receberam nomes simbólicos e todos tornaram-se orixás.
Um deles foi chamado Oxumaré, o Arco-Íris,
"aquele-que-se desloca-com-a-chuva-e-revela-seus-segredos."
De tanto amamentar seus filhos, os seios de Iemanjá tornaram-se imensos.
Cansada da sua estadia em Ifé,
Iemanjá fugiu na direção do "entardecer-da-terra",
como os iorubas designam o Oeste, chegando a Abeokutá.
Ao norte de Abeokutá, vivia Okere, rei de Xaki.
Iemanjá continuava muito bonita.
Okere desejou-a e propôs-lhe casamento.
Iemanjá aceitou mas, impondo uma condição, disse-lhe:
"Jamais você ridicularizará da imensidão dos meus seios."
Okere, gentil e polido, tratava Iemanjá com consideração e respeito.
Mas, um dia, ele bebeu vinho de palma em excesso.
Voltou para casa bêbado e titubeante.
Ele não sabia mais o que fazia.
Ele não sabia mais o que dizia.
tropeçando em Iemanjá, esta chamou-o de bêbado e imprestável.
Okere, vexado, gritou:
"Você, com seus seios compridos e balançantes!
Você, com seus seios grandes e trêmulos!"
Iemanjá, ofendida, fugiu em disparada.
Certa vez, antes do seu primeiro casamento,
Iemanjá recebera de sua mãe, Olokun,
uma garrafa contendo uma poção mágica pois, dissera-lhe esta:
"Nunca se sabe o que pode acontecer amanhã.
Em caso de necessidade, quebre a garrafa, jogando-a no chão."
Em sua fuga, Iemanjá tropeçou e caiu.
A garrafa quebrou-se e dela nasceu um rio.
As águas tumultuadas deste rio levaram Iemanjá em direção ao oceano,
residência de sua mãe Olokun.
Okere, contrariado, queria impedir a fuga de sua mulher.
Querendo barrar-lhe o caminho, ele transformou-se numa colina,
chamada ainda hoje, Okere, e colocou-se no seu caminho.
Iemanjá quis passar pela direita, Okere deslocou-se para a direita.
Iemanjá quis passar pela esquerda, Okere deslocou-se para a esquerda.
Iemanjá, vendo assim bloqueado seu caminho para a casa materna,
chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos.
Kawo Kabiyesi Sango, Kawo Kabiyesi Obá Kossô!
"Saudemos o Rei Xangô, saudemos o Rei de Kossô!"
Xangô veio com dignidade e seguro do seu poder.
Ele pediu uma oferenda de um carneiro e quatro galos,
um prato de "amalá", preparado com farinha de inhame,
e um prato de "gbeguiri", feito com feijão e cebola.
E declarou que, no dia seguinte, Iemanjá encontraria por onde passar.
Nesse dia, Xangô desfez todos os nós que prendiam as amarras sa chuva.
Começaram a aparecer nuvens dos lados da manhã e da tarde do dia.
Começaram a aparecer nuvens da direita e da esquerda do dia.
Quando todas elas estavam reunidas, chegou Xangô com seu raio.
Ouviu-se então: Kakará rá rá rá...
Ele havia lançado seu raio sobre a colina Okere.
Ela abriu-se em duas e, suichchchch...
Iemanjá foi-se para o mar de sua mãe Olokun.
Aí ficou e recusa-se, desde então, a voltar em terra.
Seus filhos chamam-na e saúdam-na:
"Odô Iyá, a Mãe do rio, ela não volta mais.
Iemanjá, a rainha das águas, que usa roupas cobertas de pérolas."
Ela tem filhos no mundo inteiro.
Iemanjá está em todo lugar onde o mar vem bater-se com suas ondas espumantes.
Seus filhos fazem oferendas para acalmá-la e agradá-la.
Odô Iyá, yemanjá, Ataramagbá
Ajejê lodô! Ajejê nilê!
"Mãe das águas, Iemanjá, que estendeu-se ao longe na amplidão.
Paz nas águas! Paz na casa!"
(Do livro Lendas Africanas dos Orixás)
Pierre Fatumbi Verger/Caribé - Editora Corrupio



