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quinta-feira, 1 de março de 2012

Cemitérios de Escravos no Rio de Janeiro - ABRAONG


Cemitérios de Escravos no Rio de Janeiro -

Os corpos dos negros recém-chegados da África que morriam antes de serem escravizados eram habitualmente sepultados em terrenos ao redor da igreja ou em cemitérios próximos a região. Entretanto, muitas vezes também eram jogados nas praias ou abandonados pelas ruas.

Com o aumento da população e o início do tráfico negreiro, por volta do início do século XVII, fez-se necessário a adoção de pedaços de terra maiores, que pudessem comportar a crescente quantidade de enterros.

Mais tarde, em 1655, os franciscanos doaram um terreno ao redor do atual Largo da Carioca, junto ao Morro de Santo Antônio, com o intuito de absorver o grande número de corpos de escravos índios e negros que vinha crescendo. Já em 1709, estava completamente lotado.

Durante muitos anos, um pequeno campo considerado santo, atrás do Hospital da Santa Casa da Misericórdia, perto do Morro do Castelo, foi utilizado como principal cemitério da região. Para exemplificar, só no ano de 1798, aproximadamente 1.360 corpos foram sepultados no local.

A área onde era localizada a Igreja de Santa Rita, construída no início do século XVIII, também foi amplamente utilizada como cemitério. Destinada apenas ao sepultamento de escravos, funcionou regularmente até a transferência do mercado negreiro da rua Direita, atual Primeiro de Março, para o Valongo, em 1769.

Após a saída da região portuária, o cemitério, nomeado Cemitério dos Pretos Novos, também foi transferido para o Caminho da Gamboa, que depois passou a ser Rua do Cemitério e hoje é a Rua Pedro Ernesto.

FONTE – PORTAL ARQUEOLOGICO PRETOS NOVOS

sábado, 18 de fevereiro de 2012

ABRAONG - Carnaval 2012 - Desfile Mancha Verde


A ONG MAIS AFRO DO PAIS ABRAONG APOIA A ESCOLA MANCHA VERDE PARA CAMPEÃ 2012!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

FILME BÍBLICO APOCALIPSE DE SÃO JOÃO COMPLETO - ABRAONG



A ABRAONG A ONG MAIS AFRO DO BRASIL RECOMENDA O FILME : APOCALIPSE DE SÃO JOÃO - DISPONIBILIZAMOS O LINK DO FILME COMPLETO.
DIVIRTA SE

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

2 de Fevereiro dia de Yemanja! a Comunidade Afro esta em Festa Abraong 2012



Comunidade mais afro do Brasil ABRAONG

Apresenta:

Iemanjá

Odô Iyá Yemanjá Ataramagbá,
ajejê Lodô, ajejê nilê!

Iemanjá era a filha de Olokun, a deusa do mar.
Em Ifé, ela tornou-se a esposa de Olofin-Odudua,
com o qual teve dez filhos.
Estas crianças receberam nomes simbólicos e todos tornaram-se orixás.
Um deles foi chamado Oxumaré, o Arco-Íris,
"aquele-que-se desloca-com-a-chuva-e-revela-seus-segredos."
De tanto amamentar seus filhos, os seios de Iemanjá tornaram-se imensos.

Cansada da sua estadia em Ifé,
Iemanjá fugiu na direção do "entardecer-da-terra",
como os iorubas designam o Oeste, chegando a Abeokutá.
Ao norte de Abeokutá, vivia Okere, rei de Xaki.
Iemanjá continuava muito bonita.
Okere desejou-a e propôs-lhe casamento.
Iemanjá aceitou mas, impondo uma condição, disse-lhe:
"Jamais você ridicularizará da imensidão dos meus seios."
Okere, gentil e polido, tratava Iemanjá com consideração e respeito.

Mas, um dia, ele bebeu vinho de palma em excesso.
Voltou para casa bêbado e titubeante.
Ele não sabia mais o que fazia.
Ele não sabia mais o que dizia.
tropeçando em Iemanjá, esta chamou-o de bêbado e imprestável.
Okere, vexado, gritou:
"Você, com seus seios compridos e balançantes!
Você, com seus seios grandes e trêmulos!"
Iemanjá, ofendida, fugiu em disparada.

Certa vez, antes do seu primeiro casamento,
Iemanjá recebera de sua mãe, Olokun,
uma garrafa contendo uma poção mágica pois, dissera-lhe esta:
"Nunca se sabe o que pode acontecer amanhã.
Em caso de necessidade, quebre a garrafa, jogando-a no chão."
Em sua fuga, Iemanjá tropeçou e caiu.
A garrafa quebrou-se e dela nasceu um rio.

As águas tumultuadas deste rio levaram Iemanjá em direção ao oceano,
residência de sua mãe Olokun.
Okere, contrariado, queria impedir a fuga de sua mulher.
Querendo barrar-lhe o caminho, ele transformou-se numa colina,
chamada ainda hoje, Okere, e colocou-se no seu caminho.
Iemanjá quis passar pela direita, Okere deslocou-se para a direita.
Iemanjá quis passar pela esquerda, Okere deslocou-se para a esquerda.
Iemanjá, vendo assim bloqueado seu caminho para a casa materna,
chamou Xangô, o mais poderoso dos seus filhos.

Kawo Kabiyesi Sango, Kawo Kabiyesi Obá Kossô!
"Saudemos o Rei Xangô, saudemos o Rei de Kossô!"

Xangô veio com dignidade e seguro do seu poder.
Ele pediu uma oferenda de um carneiro e quatro galos,
um prato de "amalá", preparado com farinha de inhame,
e um prato de "gbeguiri", feito com feijão e cebola.

E declarou que, no dia seguinte, Iemanjá encontraria por onde passar.
Nesse dia, Xangô desfez todos os nós que prendiam as amarras sa chuva.
Começaram a aparecer nuvens dos lados da manhã e da tarde do dia.
Começaram a aparecer nuvens da direita e da esquerda do dia.
Quando todas elas estavam reunidas, chegou Xangô com seu raio.
Ouviu-se então: Kakará rá rá rá...
Ele havia lançado seu raio sobre a colina Okere.
Ela abriu-se em duas e, suichchchch...
Iemanjá foi-se para o mar de sua mãe Olokun.
Aí ficou e recusa-se, desde então, a voltar em terra.
Seus filhos chamam-na e saúdam-na:

"Odô Iyá, a Mãe do rio, ela não volta mais.
Iemanjá, a rainha das águas, que usa roupas cobertas de pérolas."

Ela tem filhos no mundo inteiro.
Iemanjá está em todo lugar onde o mar vem bater-se com suas ondas espumantes.
Seus filhos fazem oferendas para acalmá-la e agradá-la.

Odô Iyá, yemanjá, Ataramagbá
Ajejê lodô! Ajejê nilê!
"Mãe das águas, Iemanjá, que estendeu-se ao longe na amplidão.
Paz nas águas! Paz na casa!"

(Do livro Lendas Africanas dos Orixás)
Pierre Fatumbi Verger/Caribé - Editora Corrupio

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

CINEMA - Jardim Das Folhas Sagradas ABRAONG


Jardim das Folhas Sagradas é um longa de ficção construído a partir de Bonfim, um bancário bem sucedido, negro. Casado com uma mulher branca e de crença evangélica. Ele vive na Salvador contemporânea e recebe a incumbência de montar um terreiro de candomblé no espaço urbano. Para isto, enfrentará a especulação imobiliária numa cidade de crescimento vertiginoso, o preconceito racial e a intolerância religiosa.

Elenco: Antonio Godi, Harildo Deda Érico Brás João Miguel Auristela Sá Evelin Buchegger Sérgio Guedes
Direção: Pola RibeiroGênero: DramaDuração: 90 min.Distribuidora: Poli FilmesClassificação: 12 Anos



terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Link Brasil e Africa! ABRAONG FACE BOOK



Agora a Ong Mais Afro do Brasil esta nas redes do Face Book !
Venha você também e esteja em contato direto conosco!
Este é nosso Link Brasil e Africa!


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

ABRAONG - ZECA PAGODINHO OGUM


CANTO PRA OGUM (PART. JORGE BEN JOR) - Zeca Pagodinho



terça-feira, 15 de novembro de 2011

Jardim Botânico do Rio de janeiro e Ossain


Os Orixás são divindades dos cultos religiosos africanos que representam as forças da natureza. Ossanha é o elemento das folhas. Como só ele conhece o segredo das mesmas, cada vez que um Orixá precisa usá-las eles precisam também recorrer a Ossanha. Localizada no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, A estátua de Ossanha não poderia ter encontrado um lugar melhor para estar.

Os parabéns á Administração do Jardim Botânico do Estado do Rio de janeiro por manter viva as tradições africanas.

Ossain é a energia mágico/curativa das folhas e por isso divinizada na forma do senhor das folhas e dos remédios. Seu interesse pela ciência desde que desceu o Orun (o céu Yoruba). Embrenhou-se pelas florestas e vive para descobrir e se apoderar dos segredos mágicos das folhas, o elemento mais importante, sem dúvida, na Religião Africana.

Toda a medicina Yoruba se baseia, portanto, nos poderes de Ossain, sobre as folhas-remédio.

Também entre os Iorubas, o mesmo princípio que cura, mata. Remédio e veneno são questão de grau.

Por este motivo a energia de cura das plantas é muito respeitada como um conjunto entre a vida e a morte, entre a terra e o céu , entre o mágico e o divino , entre os humanos e o criador.

Ossain é a energia da sustentabilidade na terra , já demonstrada a muito tempo como motivo de preocupação segundo escritos sobre esta energia sustentável e botânica.

Nos tempos de Hoje é preciso termos cuidado com alterações nestes ambientes naturais pois assim estaremos agredindo a criação divina.

Cores: verde escuro (cor do “sangue” das folhas).
Elemento: ar
Símbolo: um ramo de folhas com um pássaro pousado, indicando seus poderes de cura

ABRAONG A ONG MAIS AFRO DO BRASIL